A iniciativa do MP da Bahia que mira a ação de quadrilhas em festa juninas 5x5j4w
busca dar transparência e evitar mau uso de verba pública em temporada de shows que em 2024 movimentou R$ 406 milhões em contratos com 2.058 artistas 42392v

Em uma tentativa de evitar gastos desnecessário de dinheiro público com falcatruas, desvios e corrupção, o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) criou um para dar transparência aos contratos das prefeituras baianas durante o período de festejos juninos. Até o momento, 55 municípios informaram 488 contratos firmados que chegam a 93 milhões de reais.
O MP local informou que os dados serão atualizados diariamente com o número de contratações, o volume total de gastos, quais municípios ainda não prestaram informações e quais enviaram os dados. “Os municípios têm até o dia 31 deste mês para informar os dados ao Ministério Público da Bahia. A atualização da ferramenta será feita diariamente com as informações prestadas até as 16h, e ficará disponível ao público por meio do de Transparência dos Festejos Juninos”, informou a assessoria de imprensa da promotoria.
Dados do ano ado mostram que as cidades baianas contrataram 2.058 artistas, firmaram 4.305 contratos com valor de 406 milhões de reais. As prefeituras de Luis Eduardo Magalhães e Tucano foram, de acordo com os dados do MP-BA, as que mais gastaram em um contrato só. Foram 1,1 milhão de reais — cada — para bancar shows de Gusttavo Lima e Wesley Safadão.
“A proposta da ferramenta é incentivar a transparência pública, fortalecer o exercício da cidadania, estimular a cooperação interinstitucional e apoiar a gestão eficiente dos recursos públicos, especialmente no fomento à cultura e ao turismo nos municípios baianos. A participação é voluntária, mas os entes públicos que contribuem com informações recebem o selo como reconhecimento por adotar boas práticas de governança”, disse o MP.
Gastos inadequados ou contratos suspeitos podem virar alvo dos promotores para rastrear se a verba pública foi aplicada corretamente. Em casos de má gestão — com dolo –, políticos e servidores podem ser alvo de ações de improbidade istrativa ou até ação penal.